Do conflito à cooperação com a PNL

Do conflito a Cooperação

Do conflito à cooperação com a PNL (Programação Neurolinguística).

Para mantermos um bom relacionamento com as outras pessoas são necessárias algumas condições básicas: sermos autônomos, assertivos, confiantes e termos auto-estima elevada. Sem essas condições, atribuiremos aos outros a causa das dúvidas, fraquezas, incertezas e desconfianças que temos a respeito de nós mesmos.

Em sociedade o eu e o outro sempre se relacionam, e as necessidades sociais vão sendo estabelecidas. Por exemplo: Elogiamos e somos elogiados; compreendemos e somos compreendidos; amamos e somos amados; vemos e somos vistos; valorizamos e somos valorizados. Até as frustrações são mútuas: rejeitamos e somos rejeitados; causamos dor no outro e ele em nós; discriminamos e somos discriminados. O certo é que para o bem e para o mal, querendo ou não, o outro é parte de nossa vida e nossa vida é parte do outro.

Eis uma situação familiar comum: O pai, retorna do trabalho, e ao chegar em casa não vê a hora de ver o jogo de futebol na TV, acontece que neste horário vai passar o último capítulo de uma série que a sua esposa e filhos adoram e estão ansiosos para ver o final e na casa tem apenas uma TV. Quem vai vencer?

Eis um desafio comum no trabalho, você sente muito calor e prefere ligar o ar condicionado, mas a sua colega que senta ao lado é friorenta e prefere o ar condicionado desligado, e agora quem vai vencer?

Se assumirmos a pressuposição da PNL de que “trabalharmos com um modelo de solução de conflitos no qual ambas as partes saiam ganhando”, sempre será possível encontrar outra solução melhor e mais “ecológica”, do que uma abordagem permissiva submissa (desistindo em favor da outra pessoa), um compromisso (em que ambos perdem um pouco para que ambos possam ganhar um pouco), ou de uma solução autoritária (garantindo ganhar a qualquer preço).

A resolução de um conflito pelo método ganha-ganha é frequentemente tão positiva que os participantes não chamariam mais essa situação de conflito, ao olha-la retrospectivamente. Por exemplo, quando duas pessoas querem a mesma maçã, há um conflito de interesses. Quando elas ficam com metade cada uma, há um compromisso. Quando uma fica com a maçã e a outra não, há uma relação ganha-perde. Quando elas descobrem, que uma necessita apenas da casca da maçã para fazer um chá e a outra quer um suco, ambas conseguem o que desejam, isso é ganha-ganha. Assim o ganha-ganha é mais do que um método para resolver conflitos, pode-se considera-lo um método de vida que maximiza a cooperação.

Um modelo de PNL, em 4 passos, para criar soluções ganha-ganha é apresentado no livro Ressignificação.

PASSO 1

Identificar os interesses das partes conflitantes.

PASSO 2

Identificar os níveis superiores de interesse.

PASSO 3

Criar a estrutura de acordo

PASSO 4

Fazer o “brainstorm” em busca de soluções conjuntas.

Mas sempre a abordagem ganha-ganha será a melhor solução? Claro que não. Existem situações em que outros valores superam os resultados negativos das decisões ganha-ganha, como no exemplo a seguir: Se um pessoa estivesse atravessando a rua e não visse um carro que se aproximava, você poderia agarra-la e puxa-la para trás “contra a sua vontade”, certamente ela agradeceria e esperaria sinceramente que o fizesse. O que não contradiz o que antes fora dito, mas, certamente lembra-nos de que mesmo os guias mais bem sucedidos do comportamento não explicam tudo.

 

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